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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

John Williams plays Bach - The Four Lute Suites on Guitar


Uma sucessão de pérolas pelo guitarrista mais límpido e cristalino. Quanto a isto, John Williams está para a guitarra assim como Glenn Gould está para o piano.




1. I. Passaggio - Presto 00:00
2. II. Allemande 02:34
3. Suite No. 1 in E minor for Lute, BWV 996 - Highlights: III. Courante 04:35
4. IV. [Sarabande] 07:09
5. Suite No. 1 in E minor for Lute, BWV 996 - Highlights: V. Bourrée 10:12
6. Suite No. 1 in E minor for Lute, BWV 996 - Highlights: VI. [Gigue] 11:25
7. Suite (Partita) in A minor, BWV 997 (originally in C minor) - Highlights: I. Preludio - Fuga 14:16
8. Suite (Partita) in A minor, BWV 997 (originally in C minor) - Highlights: II. Sarabande 23:38
9. Suite (Partita) in A minor, BWV 997 (originally in C minor) - Highlights: III. Gigue - Double 27:24
10. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a: I. Prélude 31:20
11. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a: II. Loure 35:46
12. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a: III. Gavotte en Rondeau 39:20
13. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a: IV. Menuetts I & II 42:08
14. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a: V. Bourrée 46:26
15. Lute Suite No. 4 in E Major, BWV 1006a: VI. Gigue 48:16
16. Suite in A minor for Lute, BWV 995: I. Präludium - Presto 50:23
17. Suite in A minor for Lute, BWV 995: II. Allemande 55:41
18. Suite in A minor for Lute, BWV 995: III. Courante 58:49
19. Suite in A minor for Lute, BWV 995: IV. Sarabande 01:00:55
20. Suite in A minor for Lute, BWV 995: V. Gavotte I & II 01:04:46
21. Suite in A minor for Lute, BWV 995: VI. Gigue 01:08:56

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Bach - Richter, Conciertos de Brandenburgo 1-6, BWV 1046-1051


Outro vídeo histórico; de guardar. Parece-nos sem dúvida a melhor versão destes magníficos concertos. Note-se: com instrumentos modernos (afora um que outro, como o cravo). Perfeição em dinâmica, em equilíbrio,
em cristalinidade, em vigor, ou seja, 
quanto requer a música de Bach.




Johann Sebastian Bach (1685 - 1750)
Conciertos de Brandenburgo 1 - 6, BWV 1046 - 1051
Münchener Bach-Orchester,
Karl Richter, director.

Concierto de Brandenburgo Nº 1 en Fa mayor BWV 1046
[00:28~] 1º. Allegro
[04:23~] 2º. Andante (en re menor)
[08:12~] 3º. Allegro
[12:53~] 4º. Menuetto; Trío I (2 oboes y fagot); Menuetto Polacca 

(violines y violas); 
Menuetto Trío II (2 cornos y 3 oboes); Menuetto.

Concierto de Brandenburgo Nº 2 en Fa mayor BWV 1047
[20:50~] 1º. Allegro
[26:00~] 2º. Andante (en re menor)
[29:44~] 3º. Allegro assai

Concierto de Brandenburgo Nº 3 en Sol mayor BWV 1048
[32:35~] 1º. Allegro
[38:38~] 2º. Adagio
[39:41~] 3º. Allegro

Concierto de Brandenburgo Nº 4 en Sol mayor BWV 1049
[45:06~] 1º. Allegro
[52:44~] 2º. Andante (en mi menor)
[56:44~] 3º. Presto

Concierto de Brandenburgo Nº 5 en Re mayor BWV 1050
[1:01:48~] 1º. Allegro
[1:11:44~] 2º. Affettuoso (en si menor)
[1:16:38~] 3º. Allegro

Concierto de Brandenburgo Nº 6 en Si♭ mayor BWV 1051
[1:22:00~] 1º. Moderato
[1:28:22~] 2º. Adagio ma non tanto (en Mi♭ mayor)
[1:33:07~] 3º. Allegro


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Bruckner, Symphony No 7 E major (Eugen Jochum, Concertgebouw)

C. N.

Esta sinfonia, que é não só uma das maiores sinfonias mas uma das maiores peças musicais – e entre estas estão pelo menos quatro outras sinfonias de Bruckner –, é, ademais, como uma longa procissão, ou como uma longa oração, composta e (corretamente) executada como de joelhos e com a alma tomada de verdadeira e contida emoção ante o divino. A solenidade de fundo religioso é sua marca. É uma catedral sonora, um análogo das grandes catedrais góticas ou barrocas.   
Desta fonte beberam – muito bem, e cada um à sua maneira – Hans Rott em sua única sinfonia, o Gustav Mahler da Sinfonia 2 até pelo menos a 5, Franz Schmidt em suas quatro sinfonias, o Erkki Melartin da Sinfonia 3 e da 6, e Richard Wetz em suas três sinfonias; e ainda, de certo modo, o Einojuhani Rautavaara da Sinfonia 3, da 7 e da 8 (as outras são cacofônicas em algum grau), o Egon Wellesz da Sinfonia 1 e da 2 (as outras também são cacofônicas em algum grau), e outros.
E valem para as sinfonias de Bruckner o que escreveu o maestro Mahler na capa da partitura do Te Deum bruckneriano, em lugar de “para solistas, coro, órgão e orquestra”: “Para as vozes dos anjos abençoados pelo Céu, para os corações puros e para as almas purificadas pelo fogo”.  

Em tempo. O maestro Eugen Jochum é o regente bruckneriano por excelência. Ao lado de suas versões das sinfonias de Bruckner, as de todos os demais empalidecem em algum grau ou de algum modo. Este vídeo histórico é de guardar.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Lorin Maazel in Memoriam (06.03.1930-13.07.2014)


Carlos Nougué


Aprendi a ver em Lorin Maazel o que de fato ele era: um dos maiores maestros de todos os tempos, e certamente o mais elegante e o mais expressivo deles, além de dono de portentosa memória. Como me disse um amigo, parece que a música sai de suas mãos. É um análogo da regência do mundo por Deus. Quanto à música de Mahler... Esperem-me, por favor, a continuidade da série sobre A Sinfonia.  



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Richard Wetz - Symphony No. 2 (1919) - Outra obra maior


A pintura nada tem que ver com a música, que é grande: bruckneriana na partida, mas profundamente wetziana na chegada.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"Christus" - Oratorium - o grande legado de Liszt [maestro: Antal Doráti]


Christus, Oratorio on the words of the Holy Bible and the Catholic Liturgy for voices, choir, organ and orchestra


Sándor Sólyom-Nagy, baritone
Veronika Kincses, soprano
Klára Takács, mezzo-soprano
János B. Nagy, tenor
László Polgár, bass
Hungarian Radio and Television Chorus
(chorus master: Ferenc Sapszon)
The Nyíregyháza Children's Chorus
(chorus master: Dénes Szabó)
András Virágh, harmonium
Bertalan Hock, organ
Hungarian State Orchestra
Conducted by Antal Doráti (1906-1988)

Sept 1985

domingo, 4 de janeiro de 2015

Arvo Pärt : Symphony No 3


Como as sinfonias de Bruckner, e ressalvadas todas as diferenças, a Sinfonia 3 e a 4 de Arvo Pärt são profundamente religiosas (a 1 e a 2 são de sua época cacofônica, logo superada). E a 3 merece figurar entre as maiores de todos os tempos. Falarei detalhadamente da 3 e da 4 na série sobre a Sinfonia.


Arvo Pärt — Symphony No. 4 ("Los Angeles") — trágica e solene

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Richard Wetz - Requiem (1920)


C. N.


O alemão Richard Wetz (1875-1935) é autor de três belas sinfonias, influídas todas pela música bruckneriana – e vai-se vendo cada vez mais que Bruckner é o verdadeiro pai não da sinfonia moderna, mas da grande sinfonia moderna (Mahler, Melartin, Schmidt, Wetz, Rott...). Falarei também das peças de Wetz na série sobre A Sinfonia. Por ora, fique-se com seu Requiem, de veia sinfônica.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Música japonesa com grandes instrumentistas


C. N.

Recomendo vivamente estes dois CDs: Japanese Folk Melodies, com Jean-Pierre Rampal na flauta, e Sakura-Japanese Melodies for Flute and Harp, com Rampal e Laskine. Conheço um pai que fundou a educação musical de seu filho, desde a mais tenra idade, em Mozart e nestes dois CDs – e afianço que com resultados magníficos.
Mas para todos são uma rara oportunidade de conhecer a bela música nipônica. E nunca é demasiado lembrar que do Japão nos vieram grandíssimas formas artísticas e grandíssimos artistas: por exemplo, o haicai (ainda que nem sempre por seu fundo), e, no cinema, o Kurosawa de Céu e Inferno e de Derzu Uzala e, sobretudo, Yasujirō Ozu, cuja cinematografia, à parte as limitações próprias da origem, é a mais pura poesia do familiar e do doméstico. É obra sem similar, e conseguiu fazer até que, sob sua influência, o entediante e confuso Wim Wenders realizasse seu único filme com alguma vida (Paris, Texas).
Mas este é assunto para outro espaço, em que me ocuparei do cinema. Por ora, fiquem com estas pérolas: 

Moon Over the Ruined Castle 

Sakura 

Symphony No.3 in F-major, Op.40 (1907), de Erkki Melartin, um dos maiores sinfonistas

C. N.

Só a ditadura da cacofonia instaurada no século XX – ditadura para a qual contribuíram a ganância da indústria da música e o esnobismo fátuo do público – é capaz de explicar como podem ter caído no esquecimento compositores como Erkki Melartin (Finlândia, 1875-1937). Esse homem de saúde delicada e de gênio, é autor de grande quantidade de peças musicais, das mais variadas formas. Mas é especialmente grande sinfonista, o que acabo de descobrir. Por isso mesmo, na série sobre A Sinfonia tratarei uma a uma também as suas seis. Deixo-lhes porém desde já uma que está entre suas maiores, a terceira, digna de contar-se entre as de Bruckner, as de Mahler, as de Schmidt; e desprezem a pintura que se estampa no Youtube: não tem nada que ver com a obra.
Observação. Contemporâneo e conterrâneo de Jean Sibelius (1865-1957) – que sempre escutou com lágrimas nos olhos as sinfonias de Bruckner, para ele o maior compositor de todos os tempos –, a obra do Melartin sinfonista tem influência múltipla: Bruckner, Mahler, o mesmo Sibelius, etc. Mas não se trata de epígono: é artista de voo próprio, e sua obra, como a de todos os grandes artistas, mescla suas influências numa síntese de todo particular.