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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bach: Passacaglia & Fugue in C minor - Stokowski in Germany

Bach/Stokowski "Chaconne D minor" Leopold Stokowski

Glenn Gould - Bach - BWV 891 - Prelude and Fugue


Glenn Gould plays Bach Fugue in B Minor BWV 951


Glenn Gould - Bach Little Fugue BWV 961 in C minor


Mendelssohn: 6 Preludes & Fugues op. 35 (Siegfried Stöckigt - 1979 vinyl...


Bach-Stokowski 'Little Fugue' - Bernstein introduces the Maestro


Michel Block Plays Liszt: Bach Piano Transcriptions


The Kammerorchester Tibor Varga plays Mozart Adagio und Fugue KV 546 - 1963


sábado, 1 de agosto de 2015

A Sinfonia de Hans Rott e as seis de Erkki Melartin


C. N.

1) O austríaco Hans Rott (1858-1884) enlouqueceu e faleceu muito jovem. Mas fora o melhor aluno de Anton Bruckner, e a única sinfonia que nos deixou, bela e surpreendente para alguém tão jovem, é o verdadeiro elo de ligação entre a arte sinfônica de Bruckner e a de Mahler. Nas sinfonias deste último, que admirava muito a Rott e lamentou muito sua perda, veem-se aqui e ali claras referências à sua Sinfonia.
2) São belas as seis sinfonias do finlandês Erkki Melartin (1875-1937). Três delas (a Primeira, a Terceira e a Sexta) são de fulcro bruckneriano, conquanto a Sexta seja antes de feição mahleriana. E, com efeito, a Terceira e a Sexta podem contar-se entre as mais conseguidas de todos os tempos.
Abaixo, enlaces para estas seis sinfonias.
   

A bela "Missa n. 2, em E menor", de Anton Bruckner


sexta-feira, 31 de julho de 2015

As sinfonias de Richard Wetz e as de Franz Schmidt


C. N.

Tanto o alemão Richard Wetz (1875-1935) como o austríaco Franz Schmidt (1874-1939), ainda que mais o primeiro que o segundo, foram epígonos de Anton Bruckner. Não o dizemos, porém, no sentido pejorativo da palavra epígono (‘mero imitador’), mas no de ‘discípulo ou continuador’. Entre um discípulo ou continuador e seu mestre, há verdadeira comunidade de intenção, e, com efeito, se Wetz e Schmidt reproduzem de algum modo mas talentosamente os cânones da arte sinfônica de Bruckner, não há de ser senão porque comungam de tais cânones. Há aqui, no entanto, um aparente paradoxo, que decorre do próprio caráter da música (como se explica em As Artes de Belo: Imitação e Fim, a obra de cuja escrita agora nos ocupamos): o que mais estritamente se mostra epígono de Bruckner, ou seja, Wetz, não comunga do cristianismo do mestre austríaco, do qual todavia comunga de algum modo Schmidt. Com efeito, o pensamento de Wetz é de fundo gnóstico, ainda que o compositor, salvo engano, não se filiasse a nenhum grupo tal; enquanto o de Schmidt é de fundo cristão, como se diz em A música majestosa de Franz Schmidt e em “O Livro dos Sete Selos”, a obra-prima de Franz Schmidt.
Como seja, são magníficas as sete sinfonias a que se dá enlace abaixo. Ousamos dizer que o são mais as de Wetz, talvez justamente por se aproximarem mais da escrita bruckneriana. E a pergunta de por que estes dois grandes compositores – talvez os melhores do século XX, junto com Arvo Pärt – foram e são tão injustamente esquecidos tem resposta fácil: Wetz, talvez em razão de seu mesmo pensamento gnóstico, filiou-se ao partido nazista, enquanto a Schmidt se acusou de colaboração com o regime hitlerista (acusação fundamentalmente falsa, como se mostra nos artigos a que remetemos acima). Mas nada na arte sinfônica de Wetz deixa transparecer seu gnosticismo nem sua filiação partidária, assim como nada na de Schmidt deixa transparecer seu pensamento político.
Entreguemo-nos pois à fruição de tão altos cumes da melhor arte do século XX.
Observação 1. Enquanto, por “nazistas” (as aspas referem-se a Schmidt), se devota ao esquecimento a artistas da estatura de Wetz e de Schmidt, eleva-se ao panteão do mundo a artistas como o russo Shostakovich (1906-1975), apesar de sua colaboração com o regime bolchevista, ou como o finlandês Sibelius (1865-1957), apesar de seu pertencimento à maçonaria. Ambos, o russo e o finlandês, eram talentosos (de notar, especialmente, os 24 Prelúdios e Fugas, opus 87, do primeiro, e a Quinta Sinfonia do segundo); perdem-se todavia em concessões não só à cacofonia moderna, mas, no caso de Shostakovich, também aos ditames do realismo socialista, e, no de Sibelius, a um nacionalismo grandiloquente e extravagante. São artistas inferiores a Wetz e a Schmidt.        
Observação 2. O sentido pejorativo da palavra epígono torna-se o principal com o Romantismo e seu culto ao gênio individual. Até então, todos os artistas se consideravam de algum modo epígonos de um mestre ou de vários.