Realista, Augusto Ferrer-Dalmau Nieto (Barcelona, 1964) sobressai especialmente nas pinturas em que retrata os carlistas em
combate, às quais imprime força épico-católica. Visite-se o site sobre
sua obra, no endereço http://www.arteclasic.com/, e especialmente a sessão “Óleos”; e procure-se no Google “Ferrer-Dalmau –
imagens”. O que se verá – e em que
quantidade! – falará por si.
Trailer de Kagemusha,
a Sombra de um Samurai (1980), uma das obras-primas de Akira Kurosawa.
Verdadeira e imponente tragédia guerreiro-psicológica, é muito superior quanto
ao fim da arte a seu Ran, uma,
digamos, “tragédia teológica” (baseada em Rei
Lear, de Shakespeare). Mas, como em Ran,
tudo aqui é perfeito tecnicamente: atores (especialmente o impressionante ator
principal, Tatsuya Nakadai), cores (nunca se tinham visto cores assim no
cinema), música (de Shin’ichirō Ikebe), etc.
Por esta cena (vide
João 4, 13-14: “Jesus respondeu: ‘Quem beber desta água terá sede outra vez,
mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a
água que eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte de água a jorrar para a vida
eterna’”), por esta cena, digo, e pelo filme como um todo se entende por que
disse Pio XII que o cinema “poderia ter sido” a maior das artes. Porque, com
efeito, nesta mesmae imponente película se imiscuiu o mal. O roteirista do
filme, o terrível Gore Vidal, alterou radicalmente duas coisas com respeito ao
livro original: insinuou, ainda que imperceptivelmente para a maioria das
pessoas, uma relação homossexual entre Ben-Hur e Messala; e eliminou o final do
livro, ou seja, a conversão a Cristo do príncipe judeu Ben-Hur, limitando-se à
cura milagrosa de suas parentes leprosas. Há outros problemas, ademais; mas
baste aqui o dito.
El Cid cavalga já morto contra os mouros. Note-se em especial o rei e outros cavaleiros ajoelhados ao final e rogando a Deus: “Receba este que foi o mais nobre dos cavaleiros”. Charlton Heston é o ator épico por excelência, e Sophia Loren encarna perfeitamente Ximena, a mulher de El Cid. Ainda de destacar, a música da película, do grande compositor húngaro Miklós Rózsa. – Em tempo: o filme baseia-se na peça dePierre Cornaille Le Cid, e não na epopeia original anônima El cantar de mio Cid. Em certa cena, tem-se já um um odor de ecumenismo (há outro problemas, que porém não tratarei aqui). Por outro lado, porém, é verdade que El Cid conseguiu o apoio de certos chefes mouriscos minoritários contra os majoritários, assim como o Rei São Luis tentou atrair a aliança dos mongóis contra os turcos (infelizmente morreu, e seu filho e sucessor no trono não deu prosseguimento ao plano). E veja-se na parte final, na qual o rei, ajoelhado, roga a Deus que receba El Cid, que também o chefe mouro aliado está ajoelhado, ou seja, em posição cristã. E eis o grito de guerra da batalha final, dado pelo rei: “Por Deus, por El Cid, pela Espanha!”
Assim como não ouviríamos
esta magnífica e complexa sinfonia sem que a tivesse feito o compositor, e sem
que uma orquestra a executasse sob a regência de um maestro enquanto
representante do compositor, assim tampouco o universo existiria sem que o
tivesse criado a causa primeira – Deus –, e sem que os entes o executassem sob
a regência das causas segundas enquanto representantes de Deus. E, com efeito,
se do ângulo do espaço o universo é como um grandíssimo afresco, do ângulo do
tempo é como uma longuíssima sinfonia.
O primeiro já o ministrei
presencialmente. O segundo é o mesmo curso iniciado anos
atrás e suspenso por motivos de doença. Vem agora em formato mais exequível para
o atual momento; e com sua retomada como que pago uma dívida.
Anuncio-os desde já para que os interessados já se possam ir programando
em todos os sentidos. Ademais, é o tempo de que terei necessidade para gravar
tantas aulas (ao todo, 48).
Como quer que seja, parece-me que com estes dois novos cursos* dou grandes passos em direção à meta
que estabeleci para minha velhice: não só percorrer mas ajudar a percorrer a
longa estrada que conduz à Sabedoria.